Cildo Meireles

1948

Cildo Meireles é reconhecido como um dos mais importantes artistas brasileiros contemporâneos. 

Em 1967, muda-se para o Rio de Janeiro. Nesse ano, o desenho passa para segundo plano, e o artista abandona a figuração expressionista, voltando-se para obras tridimensionais. Sua primeira instalação é Desvio para o Vermelho, no MAM/RJ, em 1967. 

Em 1970, participa da exposição coletiva Information, no Museum of Modern Art (MoMA), de Nova York. A mostra reúne boa parte da produção de matriz conceitual da década de 1960. Cildo Meireles leva as Inserções em Circuitos Ideológicos (1970), série de trabalhos em que imprime frases subversivas em cédulas de dinheiro e garrafas de Coca-Cola, deslocando a recepção da obra da dimensão de “público” para a de “circuito”. A intervenção política em objetos banais é constante em sua produção entre 1970 e 1975.

No início da década de 1980, alguns elementos pictóricos são incorporados às suas instalações e esculturas, como em Volátil (1980), Maca (1983), Cinza (1984) e Para Pedro (1984). Realiza Missão/Missões (1987), instalação feita com hóstias, moedas e ossos, e Através (1989), um ambiente labiríntico formado por objetos e materiais utilizados para delimitar ou interditar espaços, como grades e alambrados. Em 2001, realiza Babel, instalação sonora e luminosa feita com rádios sintonizados em diferentes estações, que retoma e atualiza seus trabalhos com discos de vinil da década de 1970. É o segundo artista brasileiro a ter uma exposição retrospectiva de sua obra na Tate Modern, em Londres, em 2008. No ano anterior, a instituição realiza uma mostra dedicada a Hélio Oiticica (1937-1980).

Fonte: Itaú Cultural

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