Morito Ebine

1967

Morito Ebine (1967), nascido na província de Tochigi, no Japão, estudou Desenho de Mobiliário e Marcenaria na Universidade Politécnica em Kanagawa. Veio para o Brasil com 30 anos de idade, fixando-se nas montanhas de Santo Antônio do Pinhal, no interior de São Paulo. Descendente de uma linhagem de artesãos, optou pela marcenaria e pelo design de móveis como carreira — ofício que, no Japão, integra uma única formação.


De sua oficina em Santo Antônio do Pinhal saem móveis únicos, sempre tendo a madeira maciça como matéria-prima, sem o uso de nenhum prego ou parafuso. Reconhecido dentro e fora do país por sua maestria e pela originalidade de suas criações, é considerado um mestre na complexa arte dos encaixes, que permitem a junção robusta dos elementos sem cola nem parafusos. Quanto mais se usa uma peça, mais bonita ela fica.

Em 2015, Morito iniciou um projeto que realizou sua maior ambição: o ensino da marcenaria. Em suas aulas, primeiro se aprende a afiação, para depois iniciar a construção de uma cadeira, utilizando apenas ferramentas manuais — serrote, formão e plaina. Mais de 500 alunos já frequentaram suas aulas, promovendo o ressurgimento da marcenaria de encaixes no Brasil.


Morito tornou-se um célebre designer mesmo estando longe dos holofotes do mercado, mostrando seu valor nas peças singulares que produz. Ele se autodefine puramente como “um artífice da madeira” — expressão que reflete seu respeito profundo pelo ofício e pela matéria-prima. Suas peças são resultado de uma filosofia aprendida ainda no Japão: fazer um móvel que dure pelo menos cem anos.

 

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