Tran Tho

1922 – 2003

Nascido em Saigon (Vietnã) em 1922, estudou na Ecole de Beaux Arts, em Paris, onde permaneceu até 1947. Recebeu Menção Honrosa na Bienal de Veneza (1954 e 1956), foi premiado em Salões de Arte nos Estados Unidos, Itália, Suíça, França, e participou de onze Bienais de São Paulo.

Também realizou exposições individuais no Japão, Israel, Itália, Suíça, Mônaco, Estados Unidos e França. Desde 1965, ele viveu e trabalhou em Nova York, São Paulo e Roma.

Na arte de Tran Tho encontramos a síntese das técnicas da arte oriental e ocidental, forma e conteúdo que unem tradição e modernidade. Com grande disciplina, Tho faz surgir uma arte livre, visões íntimas e mensagens transmitidas através de uma magnífica expressão colorística. Com um gestual livre e decidido, as pinceladas, as linhas e as manchas formam um estilo próprio, com intrincadas texturas que vão de sombras, cinzas e negros às cores brilhantes. São abstrações que têm um véu de mistério.

Imagem: Tran Tho por Giuseppe Baccaro.

Obras

Geraldo Ferraz para Catálogo da V Bienal de SP (1959)

As pinturas de Tran Tho continuam representando a arte do Vietnã, donde nos veio o artista.

Essa arte possui uma técnica exótica. No entanto, esse exotismo, reconhecível à primeira vista, não pertence ao exótico que depende de um esforço de atenção, erudito ou cultivado. Imediatamente, ao primeiro golpe de vista, a pintura de Tran Tho se nos revela em toda a sua sugestiva qualidade, e vemos começarem a viver, no plano da criação pictórica, os seus motivos, seus elementos. A natureza, o homem, as implicações da natureza, das relações sociais da produção, transparecem e se fundem numa sucessão de imagens e de registros da vida cotidiana, em todo o seu colorido, ritmo e movimento.

Tran Tho poetiza a sua transposição da realidade, mediante uma atmosfera e uma figuração constante e certeira. Põe-nos diante de uma realidade que é o Vietnã, pattern ancestral que ele evoca numa constância apaixonada, vital.
Os brilhos dessa pintura infundem-nos a presença do Vietnã, através da pintura, e esse estranho, insólito extremo-oriente se nos oferece em sua maravilhosa florescência, no mapa da Ásia, com uma arte feita de poesia e de realismo transfigurado.

Há qualidades de um grafismo consumado em Tran Tho: há qualidades de uma coloração viva e brilhante, nesse artista. Há que compreendê-lo situado em seu distante País, diante daqueles homens e mulheres que vivem, trabalham e esperam, em meio à natureza, tentando dominá-la e fazer com que sirva ao esforço humano.

Histórico

Principais Exposições individuais

Principais Prêmios

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